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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Vamos acompanhar esse momentoso acontecimento político !

Quem é quem , leia os artigos publicados a seguir e decida se os personagens são compatíveis com o que voce espera deles :
1-
Lula ameaça revisar acordo com o Vaticano por questionamentos a Dilma
 
 
BRASILIA, 07 Out. 10 / 07:45 pm (ACI).- A agência italiana ANSA informou que
o secretário pessoal do Presidente Luiz Lula Da Silva, Gilberto Carvalho,
disse à cúpula da Igreja <http://www.acidigital.com/igreja/index.html>  que
se continuarem os questionamentos contra a candidata Dilma Rousseff -devido
à sua postura favorável ao aborto
acordo assinado com o Vaticano.
 
ANSA, que recolhe uma notícia do jornal Valor Econômico, assinalou que
Carvalho se reuniu com membros da Conferência Nacional de Bispos
<http://www.acidigital.com/igreja/bispos.htm>  do Brasil e comunicou que o
governo pode voltar a discutir o acordo que contempla o apoio a escolas
católicas e outros benefícios.
Lula revisaria o acordo assinado por Lula e o Papa Bento XVI
ratificado em 2009 no Vaticano, depois do qual foi aprovado pelo Congresso,
onde foi questionado por congressistas evangélicos.
 
 
LULA AMENAZA REVISAR ACUERDO VATICANO
BRASILIA, 7 (ANSA) - El secretario personal del presidente Luiz Lula da
Silva, Gilberto Carvalho, dijo a la cúpula de la Iglesia que si continúan
los ataques contra la candidata Dilma Rousseff puede ser revisado un acuerdo
firmado con el Vaticano, publicó un diario local.
    Carvalho se reunió con miembros de la Conferencia Nacional de Obispos de
Brasil a quienes comunicó que el gobierno puede volver a discutir el acuerdo
que contempla el apoyo a escuelas católicas y otros beneficios, publicó
Valor Económico.
    El entendimiento fue suscripto por Lula y el papa Benedicto XVI en 2007
en Brasil, y ratificado en 2009 en el Vaticano, tras lo cual fue aprobado
por el Congreso, donde fue cuestionado por congresistas evangélicos.
    El obispo auxiliar de Salvador de Bahia, Joao Petrini, expresó su
preocupación sobre el tema.
    "Es importante que el Poder Ejecutivo se empeñe en que el acuerdo entre
en vigor, pues hay varias acciones (ante la corte) que plantean su
inconstitucionalidad", dijo Petrini. JMG
07/10/2010 13:43
html
 
 2-
07/10/2010 21h00 - Atualizado em 07/10/2010 21h00
Saiba o que Dilma, Serra e Marina já disseram sobre o aborto
Discussão sobre descriminalização movimenta campanhas no 2º turno.
G1 reuniu declarações dos presidenciáveis em debates e entrevistas.
Do G1, em São Paulo
imprimir
ma-serra-e-marina-ja-disseram-sobre-o-aborto.html>
A polêmica sobre o aborto se converteu em um dos temas mais comentados na
retomada da campanha dos candidatos à Presidência da República neste segundo
turno.
Nesta quinta-feira (7), a petista Dilma Rousseff e sua coligação pediram à
Justiça direito de resposta contra a emissora católica Canção Nova. O canal
de televisão teria exibido na manhã de terça-feira (5), em transmissão ao
vivo, o sermão de um padre que pedia aos fiéis que não votem em Dilma no
segundo turno das eleições presidenciais.
Nesta quinta também, o tucano José Serra disse que a discussão sobre o
aborto na campanha eleitoral não se trata apenas de "ser contra ou a favor",
mas de "dizer a verdade".
 
Desde a fase da pré-campanha, Dilma e José Serra, que passaram ao segundo
turno com 46,9% e 32,6% dos votos válidos, respectivamente, e Marina Silva
(PV), que ficou em terceiro com 19,3%, externaram opiniões sobre o tema em
diferentes meios e ocasiões.
 
O G1 localizou declarações dos três presidenciáveis sobre o assunto,
registradas em entrevistas e também em atos oficiais no Executivo (veja
tabela abaixo).
 
A legislação brasileira prevê a prática do aborto em duas situações: quando
há risco à vida da mulher (o chamado "aborto necessário") e/ou quando a
gravidez resulta de estupro. A eventual descriminalização da prática divide
opiniões e movimenta o debate político no Brasil.
PRESIDENCIÁVEL DECLARAÇÕES SOBRE ABORTO
  Dilma Rousseff (Foto: AE)
   DILMA ROUSSEFF
Em 2007, quando ocupava o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
afirmou em sabatina no jornal "Folha de S.Paulo" que era um "absurdo" que o
Brasil não houvesse descriminalizado o aborto. Em maio de 2010, questionada
pela revista "IstoÉ", defendeu o amparo do estado "para quem estiver em
condições de fazer o aborto, ou querendo fazer o aborto ou precisando".
Quatro meses depois, em debate promovido por televisões católicas, disse que
não sabe se acha necessário ampliar os casos em que a lei já permite o
aborto.
 
4 de outubro de 2007 - "Olha, eu acho que tem que haver a descriminalização
do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja a
descriminalização."
- Em sabatina à Folha de S. Paulo
 
Abril de 2009 - "Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém
se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser
justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de
saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre
porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de
forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma
questão grave que causa muitos mal-entendidos. Existem várias divisões no
país por causa dessa confusão, entre o que é foro íntimo e o que é política
pública. O presidente é um homem religioso e, mesmo assim, se recusa a
tratar o aborto como uma questão que não seja de saúde pública. Como saúde
pública, achamos que tem de ser praticado em condições de legalidade."
- Revista Marie Claire
7 de maio de 2010 - "Eu duvido que alguma mulher (...) defenda e ache o
aborto uma maravilha. O aborto é uma agressão ao corpo. Além de ser uma
agressão, dói, além de doer, imagino que a pessoa saía de lá muito baqueada.
Eu não tive de fazer aborto porque eu tive de, na vida eu tive um problema,
depois que minha filha nasceu eu tive uma gravidez tubária. Então eu não
podia ter filho. Antes disso, eu não cheguei nunca a engravidar, só uma vez
que eu perdi o filho por razões normais. Tive uma hemorragia. (Jornalista
pergunta: "Foi logo no ínício da gravidez?") Foi logo no inicinho da
gravidez, não teve maiores efeitos físico não. (Jornalista pergunta: "Mas
isso foi antes da sua filha nascer?") Antes da minha filha nascer. Tanto é
que eu fiquei com muito medo quando minha filha nasceu, de perder. Mas,
todas minhas amigas que vi passar por experiência assim entraram chorando e
saíram chorando." (Jornalista pergunta: "A senhora é contra criminalizar
isso?") "Eu acho que, o aborto, do ponto de vista de um governo, é uma
questão não é de foro íntimo, é uma questão de saúde pública. E que você não
pode hoje segregar mulheres e deixar que certos métodos, que hoje são
encontrados na população de mais baixa renda, você vê uma porção de gente,
principalmente nos grupos de mulheres você vê essa conversa muito forte... O
uso da tal das agulhas de tricô, aquelas compridas, o uso de chás absurdos,
o uso de métodos absolutamente medievais... Enquanto isso segmentos, há uma
certa falsidade social, que as mulheres de mais alta renda vão para
hospitais, clínicas privadas ou qualquer coisa assim e lá fazem o aborto.
Então acho que, do ponto de vista de um governo, não é uma questão e não
pode ser tratada como questão de foro íntimo. É uma questão necessariamente
de saúde pública e tem de ser seriamente conduzida desse jeito." (Jornalista
pergunta: Como a senhora vê um ex-ministro da Saúde se posicionando tão
veementemente contra o aborto?) "Contra? Mas contra em que nível? No pessoal
dele ou no atendimento a uma pessoa a uma pessoa que está tendo um... Porque
tem que distinguir isso. Não estou discutindo aqui a posição individual de
ninguém e acho estranhíssimo alguém falar assim: 'eu acho que o aborto é
ótimo'. Eu olho com... Porque não é. Você entende. É bom falar isso se não é
seu corpo. Agora, uma coisa é isso. Outra coisa é enfrentar a realidade que
existe. E a realidade que existe é essa que eu estou dizendo: uma parte da
população não tem acesso a esse serviço." (Jornalista pergunta: "A senhora é
legalmente a favor de uma legislação que não criminalize o aborto?) "Que
obrigue a ter tratamento para as pessoas para não correr risco de vida igual
os países desenvolvidos do mundo inteiro." (Jornalista pergunta: "Tratamento
pós-aborto, não? Ou atendimento público para quem quer abortar?). "Para quem
estiver em condições de fazer o aborto, ou querendo fazer o aborto ou
precisando. Acho que tem que ser tratado com uma questão de saúde pública."
(Jornalista pergunta: E a posição da Igreja Católica?) "Eu entendo
perfeitamente, acho que ela, a Igreja Católica, vivemos em uma democracia,
tem absoluto direito de externar sua posição."
- Revista IstoÉ
(Observação: este trecho não está publicado na íntegra na revista, mas o
áudio estava disponível nesta quinta-feira, 7, e o G1 fez a transcrição.)
12 de maio - "Aborto é uma coisa que nenhuma mulher defende, ninguém fala
'eu quero fazer aborto'. Não é uma questão de foro íntimo, meu seu, da
igreja, de quem quer que seja. É algo que eu acredito que é política de
saúde pública. Acho que a legislação brasileira nesse ponto é muito clara."
- Painel RBS
1º de outubro - "Nunca escondi que acho que a questão do tratamento das
mulheres, principalmente das milhares de mulheres pobres que recorrem ao
aborto, não é uma questão de polícia, é de saúde pública."
- Entrevista coletiva no Rio de Janeiro
24 de setembro - "Eu também tenho uma posição clara em defesa da vida. Nós
seres humanos temos que respeitar, temos que honrar e sobretudo temos que
perceber a dimensão transcendente dela. Por isso, eu não acredito que mulher
alguma seja favorável ao aborto. O aborto é uma violência contra a mulher.
Eu pessoalmente, não sou favorável ao aborto. Como presidente da República,
eu terei, se eleita, que tratar da questão das milhares de mulheres pobres
desse país que usam métodos absolutamente, eu diria assim, bárbaros, e que
correm sistematicamente risco de vida. Elas tem que ser protegidas. E é
nesse sentido que eu falei sempre que isso é uma questão de saúde pública.
Não é uma questão que pode confundir-se com a minha opção por um processo de
favorecimento do aborto. Não acho que isso resulte em nenhum benefício para
a sociedade. Agora, considero também que a legislação vigente já prevê os
casos em que o aborto é factível e eu não sei se acho que seria necessário
ampliar esses casos. Não vejo muito sentido."
- Debate na CNBB/Rede Vida
29 de setembro - "Sou a favor da valorização da vida. Eu já disse no debate
da CNBB que sou pessoalmente contra o aborto. É uma violência contra a
mulher"
- Após encontro com religiosos
 
  José Serra  (Foto:AE)
   JOSÉ SERRA
Quando ocupava o Ministério da Saúde em 1998, assinou norma técnica que
orienta método de aborto em casos de estupro. Em sabatina realizada pela
"Folha de S.Paulo" em 2002,  lembrou que foi "muito atacado por isso". Na
pré-campanha, em maio de 2010, voltou a se dizer contrário ao aborto e
admitiu a possibilidade de que deputados possam propor a mudança. Durante a
campanha, posicionou-se contrário ao aborto.
Novembro de 1998 - "O braço executivo das ações de saúde é formado pelos
Estados e municípios. É a eles que o Ministério da Saúde oferece subsídios
para medidas que assegurem a essas mulheres (vítimas de violência) a
harmonia necessária para prosseguirem, com dignidade, suas vidas."
- Na introdução da Norma Técnica do Ministério da Saúde sobre procedimentos
adotados para aborto em casos de estupro (nesses casos, o aborto é permitido
por lei)
 
16 de agosto de 2002 - "No caso de estupro, o Ministério da Saúde até
regulamentou a, digamos, o aborto que é permitido por lei. Eu fui muito
atacado por isso, defendendo a generalização do aborto, os abusos, etc.
Agora se me pergunta sou a favor do aborto, não."
- Em sabatina à Folha de S. Paulo
10 de maio de 2007 - "Ninguém pode ser a favor do aborto, mas essa é uma
questão que ainda vai ser debatida no Brasil."
  - Após recepção para Bento XVI no Palácio dos Bandeirantes
13 maio de 2010 - "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na
legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não
vou tomar essa iniciativa."
- Em entrevista após Programa do Ratinho, do SBT
 
21 junho - "Eu não mexeria na atual legislação. (...) Eu pessoalmente acho o
aborto uma coisa terrível, mas independentemente disso, em um país como o
nosso, hoje, nas condições atuais, isso liberaria coisa de uma verdadeira
carnificina. "
- Em Sabatina à Folha de S. Paulo
6 de outubro - "Nunca disse que sou contra o aborto porque eu sou a favor,
ou melhor, nunca disse que sou a favor, porque eu sou contra. Tenho amigos
que me acham atrasado, mas tenho meus valores históricos sobre isso e sou
contra."
- Em entrevista coletiva em Brasília, na qual ele iniciou a frase com a
afirmação em um sentido e depois esclareceu sua posição
 
  Marina Silva (Foto: AE)
   MARINA SILVA
A senadora, que é evangélica, afirmou desde o começo da pré-campanha ser
contra a prática. Apresentou diversas vezes o plebiscito como melhor caminho
para tratar o tema. Admitiu que a questão não é "puramente religiosa" e que
falta informação sobre o assunto. Em entrevista ao Jornal da Globo, criticou
o debate "raivoso" sobre o tema. Antes do encerramento do primeiro turno,
acusou Dilma de ter mudado de posição sobre o assunto.
 
4 de fevereiro de 2010 - "Eu não faria um aborto e não advogo em favor dele.
Mas reconheço que existem argumentos relevantes dos dois lados da discussão.
Essas situações acontecem em momentos de muito sofrimento e desamparo e não
podem ser tratadas de forma simplista e maniqueísta."
- Em declaração no seu blog
18 de maio - "Proponho o debate democrático de um tema que não é fácil de
ser enfrentado, na sociedade brasileira inclusive."
- Painel RBS
 
14 de junho - "Eu pessoalmente tenho uma posição contrária ao aborto e
defendo que se faça um plebiscito para as propostas que temos hoje sendo
debatidas e que não estão previstas em lei. (...) Essa é uma questão
complexa, não é uma questão puramente religiosa, ela envolve aspectos de
natureza filosófica, envolve aspectos de natureza ética e de natureza moral.
Eu defendo que se deva debater. Há um consenso. Há falta de informação sobre
o assunto."
- Roda Viva, TV Cultura
17 de junho - "Eu não faria um aborto. Mas o que está na lei é um direito
das pessoas. Para as outras questões que não estão na lei, eu defendo que se
faça um plebiscito. Se a questão [do aborto de anencéfalos] não tiver sido
resolvida pelo Supremo, eu defendo o plebiscito."
- Em entrevista antes de debate na Universidade de Brasília
2 de setembro - "O problema é que o plebiscito é também uma aprovação do
Congresso. Não é o Executivo que faz. Mas a minha posição é que um tema com
essa complexidade que envolve questões éticas, questões morais, questões
filosóficas, questões religiosas, que não há muita informação sobre o tema,
que a gente faça o plebiscito para que aquilo que é necessário que aconteça
- que é o debate - possa acontecer o debate. Mas um debate que não seja
esse, é... enfim, raivoso, onde os que são contra o aborto ficam tachando as
outras pessoas como se elas fossem é..."
- Jornal da Globo
2 de setembro - "O aborto não é usado, não deve, e ninguém defende isso como
método de contracepção, mas há esse debate. No meu entendimento, falta
debate, falta esclarecimento, e a melhor forma de defender isso é por meio
de um plebiscito"
- Jornal do SBT
29 de setembro - "A ministra Dilma já disse que era favorável (ao aborto) e
depois mudou de posição."
- Em entrevista no Rio de Janeiro
 
O aborto nos programas de governo
O debate sobre o aborto, recorrente nos últimos dias da campanha
presidencial, também se fez presente, em menor ou maior intensidade, em
todas as disputas ao Planalto desde a redemocratização do país.
Da defesa direta da interrupção da gravidez ao incentivo à tomada de
decisões reprodutivas pela mulher, a discussão marcou presença desde 1989
nas plataformas do PT, do PSDB e do PV, os três partidos mais bem colocados
na disputa de 2010.
saiba mais
* Arcebispo de SP critica polarização de debate eleitoral em torno do
aborto
fende-plebiscito-sobre-legalizacao-da-maconha.html>
* Marina defende plebiscito sobre legalização da maconha e aborto
fende-plebiscito-sobre-legalizacao-da-maconha.html>
* Dilma se reúne com lideranças cristãs e reafirma ser contra o aborto
com-liderancas-cristas-e-reafirma-ser-contra-o-aborto.html>
* Serra comete ato falho ao afirmar sua posição em relação ao aborto
 
e-lula-na-campanha-e-diz-que-brasil-mudou-para-pior.html>
* Bispo de Guarulhos orienta padres a pregar nas missas voto contra
Dilma
hos-orienta-padres-pregar-nas-missas-voto-contra-dilma.html>
* Dilma e coligação pedem direito de resposta contra emissora católica
ao-pedem-direito-de-resposta-contra-emissora-catolica.html>
* Temer critica discussão sobre aborto e destaca que Estado é laico
iscussao-sobre-aborto-e-destaca-que-estado-e-laico.html>
* Presidente do PT anuncia manifesto contra 'guerra suja' nas eleições
t-anuncia-manifesto-contra-guerra-suja-nas-eleicoes.html>
Em 1989, ano da primeira eleição direta para presidente após o fim do regime
militar, o plano de governo do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) tinha uma postura favorável ao aborto e à ampliação dos direitos de
interrupção da gravidez.
Sobre métodos anticonceptivos, o programa defendia a "garantia [à mulher] do
direito de optar pela maternidade]". Também apoiava o "incentivo ao debate
sobre uma legislação que amplie o direito de interrupção de uma gravidez
indesejada".
Postura favorável ao aborto nesta campanha também tinha a campanha do PV,
que concorreu à Presidência naquele ano com Fernando Gabeira. O candidato
defendia a descriminalização da prática, proposta hoje descartada pela sigla
e pela senadora Marina Silva.
No documento que embasou a campanha à Presidência de Mario Covas, o então
recém-criado PSDB não fazia referência à questão do aborto.
Em 1998, PSDB defende ações de planejamento familiar
No plano de governo para o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, o
PSDB também não trata diretamente do aborto, mas defende ampliação do
planejamento familiar. O documento fala em "ampliar" ações nesse sentido,
para "reduzir o impacto de gravidez em adolescentes e garantindo o direito à
gravidez desejada".
O PV, que concorreu à Presidência naquele ano com Alfredo Sirkis, não
abordou o tema em suas diretrizes de governo. Os documentos da campanha de
Lula à Presidência em 1998 também não tratam do assunto.
Em 2002, PT apoia "autonomia da mulher sobre o corpo"
A questão da saúde reprodutiva da mulher voltou ao programa do PT em 2002,
ano da primeira eleição do presidente Lula
No documento "Compromisso com as Mulheres", a campanha petista reafirmava a
defesa do "direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões em
assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde". Centrando-se em princípios e
sem apontar propostas específicas, dizia que a interrupção da gravidez "em
condições inseguras" atingia mulheres sem acesso à informação e a métodos
anticonceptivos.
Sem também entrar em propostas específicas, o programa de José Serra em
2002, em capítulo dedicado às mulheres, diz que "ainda há barreiras à tomada
de decisões [pela mulher] sobre a
reprodução".
O PV não lançou candidato à Presidência em 2002.
Tema sai de cena nos programas de 2006
Na campanha presidencial de 2006, que opôs Geraldo Alckmin (PSDB) a Lula no
segundo turno, os programas petista e tucano passam ao largo da discussão
sobre o aborto.
Os textos programáticos das candidaturas se limitam a defender, de forma
genérica, "propostas de mudanças na legislação para fiscalizar o cumprimento
das leis que assegurem e ampliem os direitos da mulher", no caso de Lula, e
a "promoção da igualdade entre os gêneros", diretriz citada no plano de
governo de Alckmin.
a-serra-e-marina-ja-disseram-sobre-o-aborto.html
 
 

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