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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

E'qualidade de um bom Presidente prudência e sensibilidade ...

... qualidades que faltaram à nossa Presidente Dilma em sua desastrada Mensagem na abertura dos trabalhos na ONU .A liberdade exige o exercício ativo e pleno da cidadania... mas não admite intervenções desastradas como essa .As Nações ameaçadas, e as famílias em risco, devem ter o direito de se defender ... com ampla liberdade de escolher os meios ... seus conselhos vieram fora de moldura . Para dar uma ideia da periculosidade desses terroristas publico um artigo onde se mostra que eles são perigosos até no dia- a- dia dos cidadãos comuns de uma Nação que se torne objeto de sua intervenção para recrutamento de soldados, e mulheres para produzir soldados .Com a palavra Helena Celestino :

Turistas da JIHAD 

Uma carteira de identidade, a mochila com duas calças, dois suéteres e uma passagem de avião comprada por € 79, algo como R$ 270. Partem de Marselha para a Síria como se fossem passar um fim de semana em Londres, roteiro de viagem recebido pela internet. Quatro horas de voo até Istambul, outro avião até Hatay, Sul da Turquia, onde se concentram candidatos a jihadistas do Estado Islâmico. Para Ibrahim, Khader e Rached, 24 a 26 anos, era uma aventura humanitária, salvar o povo sírio do ditador Assad e construir o califado muçulmano. Sabiam do perigo, podiam morrer, mas seriam mártires e tudo teria valido a pena. Só que não. Passaram 18 meses num cotidiano nada heróico e desde fevereiro estão presos na França. Os três fazem parte de uma nova tribo com trajetórias de vida só agora parcialmente conhecidas: segundo cifras oficiais, são pouco mais de mil franceses — 60 mulheres — ligados à jihad, dos quais 580 combatem em Síria e Iraque, 189 já voltaram e 36 morreram.
A história desses jovens jihadistas é o novo fantasma a assombrar a Europa. Tudo é recente, eles ainda começam a deixar de ser estatística para ter nome, família e cara. O percurso de Ibrahim, Khader e Rached, os três franceses criados em Cannes, foi contado no “Le Monde” segunda-feira, e a capa da revista “Nouvelle Observateur” traz o depoimento de Léa, uma menina de 15 anos detida no momento em que embarcava para a Síria. Ontem, no Reino Unido, o pai de uma londrina de 17 anos — Samya Diriie — contava que a filha sumiu de casa no 24 de setembro, certamente em direção à Síria. “Eu imploro, volte”, pedia ao vivo na televisão.
Na França já existe um Centro de Prevenção contra as Derivas Sectárias ligadas ao Islã, instituição que produziu o primeiro vídeo — “Ils te diront”, exibido no site Dailymotion — com depoimentos de parentes desses viajantes da jihad, transformados em peça da campanha de prevenção lançada pelo Ministério do Interior.
“Fui fazer trabalho humanitário”, disse Khader no interrogatório a policiais, convencidos de que ele jamais passou por uma ONG. A ferocidade dos militantes do Estado Islâmico não combina com a ingenuidade e a exaltação de europeus diante da expectativa de aderir à jihad e, assim, dar um sentido à vida. A motivação das mulheres é ainda mais difícil de assimilar: tratadas como escravas no califado, mesmo assim viajam com a intenção de procriar para garantir uma nova geração de combatentes.
No depoimento à “Nouvelle Observateur”, Léa desmonta todos os clichês sobre os aprendizes de jihadista. Criada numa família francesa, classe média alta e não religiosa, a adolescente foi presa em setembro, depois de meses de conversas grampeadas com esta figura nova na rede, os recrutadores do EI. O contato teria começado quando Léa postou no Facebook que estava mal, queria virar enfermeira para ser perdoada pelas besteiras feitas. Repertoriada como alvo fácil, passou a receber propostas para ajudar na Síria: foi submersa por vídeos e mensagens, indicações para a viagem, ofertas de documentos falsos, dinheiro e contatos. “Disseram que eu precisava ir primeiro à Turquia, casar e ficar grávida”, conta a menina.
Parece ficção mal roteirizada. Os pais de Léa descobriram o plano de viagem no computador da adolescente quando ela já estava a caminho do aeroporto, com passaporte e mochila. Foi colocada sob a custódia de um juiz de menores, mas os contatos continuaram e, segundo seu depoimento, ela faria parte de um atentado na França. “Não sei se teria coragem, no início queria fazer o bem, no fim estava só com raiva”, diz.
A polícia agiu antes. Léa está presa. Khader e Ibrahim também: feridos, assustados com decapitações e assassinatos em série, decidiram voltar. Um foi detido na Itália, e o outro não passou da Grécia, onde os policiais encontraram no seu bolso um pendrive com instruções para fazer bombas artesanais em homenagem a Alá. O terceiro amigo de Cannes, num telefonema, perguntou à família: “São três anos para os que vão às terras da jihad e voltam?”
Desde o início de setembro, a França votou lei para impedir a viagem de candidatos à jihad, bloquear sites e combater o “terrorismo individual”. Em Paris, seguranças em museus e grandes lojas voltaram a abrir bolsas, mas o clima não é de medo como na época dos atentados dos anos 90. Medidas semelhantes tomaram Alemanha e Reino Unido, só a Dinamarca trata como problema social estes europeus “desviantes”: recebem ajuda psicológica e participam de programas de reinserção ao mundo do trabalho, ações que criam polêmica entre a população.

No front, os ataques aliados não têm impedido o avanço do Estado Islâmico, provam os combates de ontem na fronteira da Turquia. Na Europa, ainda é cedo para avaliar a eficiência das medidas tomadas, mas o sentimento de desconforto de filhos dos imigrantes cresce há anos, acrescido agora do aumento da desigualdade. Não são sinais de paz num mundo conflagrado.
Num Pais que sofre com o tráfico de pessoas ainda não vencido pelo governo ... nem sei se esta sendo combatido com eficácia ... penso que uma Presidente de passado guerrilheiro mostrar simpatia com eles, é bem nocivo  . O que vocês acham ? Até mais !

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