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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por falar em Micos, este do Governo atual na área da energia ...

... bate todos !A liberdade exige o exercício ativo e pleno da cidadania , então vamos em frente : o Pais está indo para o brejo ... metáfora talvez demasiado forte ... mas anda como caranguejo , ie - para os lados , para traz e para frente a fim de se esconder em tocas . Lugar preferido por caranguejos é o brejo ... assim não há metáfora melhor para caracterizar o que ocorre principalmente na nossa economia !Podem discutir ... o que é muito bom ... gargalos outros como : política fiscal , sistema eleitoral , política macro econômica , estratégia da política externa , marcos regulatórios estáveis , etc ... contudo se não consertarmos e impulsionarmos nossa matriz energética - estamos ameaçados de seguir como caranguejos na economia .E advirto que em matéria de matriz energética não se caminha a não ser com muito planejamento e trabalho impulsionado por vultuosos capitais ... ie, leva tempo e requer recursos pesados . Aqui cedo a palavra ao Raul Velloso que publicou um excelente artigo sobre o grande mico que resultou da desastrada política energética da presidentA . Mico que segundo ele ficou com as distribuidoras ... e delas passará para nos , ie ele, eu, e vocês . Segue o citado artigo para que vocês se inteirem do que foi esse mico que tem pouco a ver com a falta de chuvas ( estiagem ) e mais com incompetência mesmo :

O mico ficou com as distribuidoras

No centro da crise de energia está um
forte descompasso entre oferta e demanda,
cuja causa básica é a busca
desenfreada das menores tarifas
imagináveis, entre outros cerceamentos criados
pelo governo. No discurso oficial, o vilão é a seca
atípica. Esse quadro se repete na área de
transportes, em que as deficiências são tão ou
mais acentuadas, conforme discuto em dois livros
sobre o tema, disponíveis para download
em minha página: <raulvelloso.com.br>.
Se o governo está sempre procurando baixar as
tarifas a qualquer custo, a demanda tende a aumentar.
Na contramão, vários fatores prejudicam
a expansão da oferta: leilões pouco atrativos; concessionários
oportunistas ou estatais incapazes
que atrasam a entrega de usinas ou de linhas de
transmissão; seca; planejamento governamental
mal coordenado, com projetos de geração que
comprometem o crescimento da oferta, tornando-
o insuficiente para acompanhar o aumento da
demanda; e demora para conceder licenças ambientais
para os empreendimentos. Isso tudo faz
com que, uma hora, a oferta “normal” fique abaixo
da necessária para atender à demanda, mesmo
em situações em que o cenário hidrológico é apenas
levemente desfavorável, levando a pressões
altistas sobre os preços praticados.
Como o sistema brasileiro é fundamentalmente
movido a água, torna-se vulnerável ao
clima e a pressões do lobby ambiental. Construiu-
se, assim, um exército de termelétricas
com elevado custo de produção, que deveriam,
portanto, ser acionadas só emergencialmente.
Até 2012, as usinas térmicas geravam cerca de
10% da oferta total. Desde outubro de 2012, no
entanto, sua participação na geração de energia
aumentou para algo entre 20% e 30%, sem prazo
para retornar ao patamar anterior à crise. Por
conta disso, o custo da carga de energia consumida
no país deu um salto de R$ 2,3 bilhões por
mês, em cálculo simplificado divulgado pelo site
Ilumina. Isso implica uma conta gigante que
pode chegar a R$ 50 bilhões e que terá de ir para
o consumidor, a menos que este receba subsídios
públicos. Só que, por enquanto, a conta tem
apenas equacionamento parcial.
A pergunta central, então, é: por que, a despeito
do acionamento das termelétricas, os reservatórios
das hidrelétricas vêm caindo e estão em níveis
que se aproximam da experiência de 2001 se a seca
não tem sido tão intensa como o governo diz?
Em particular, por que não foram leiloadas, para
funcionar na base, mais termelétricas movidas a
gás ou a bagaço de cana, que apresentam menor
custo operacional? Problemas com a Petrobras,
má vontade com o setor de açúcar e álcool? Similarmente,
por que não foram feitas mais hidrelétricas
com reservatórios?
Segundo os dados apresentados pela consultoria
PSR à GloboNews em 14 de abril, o problema
não está na hidrologia. As razões para o desequilíbrio
entre oferta e demanda estão nos vários atrasos
de entregas de obras, o que, em boa medida,
se deve ao populismo tarifário, e em sérios defeitos
no planejamento do sistema, a cargo do governo.
A PSR demonstrou que o governo, ao não atualizar
parâmetros básicos do modelo de projeção
respectivo, vem subestimando de forma relevante
a necessidade de oferta adicional.
Na trilha do populismo tarifário, houve ainda a
tentativa de reduzir as tarifas em 20%, com base
na MP 579/2012, que permitiu a antecipação, em
cerca de três anos, do término de contratos de geração,
em troca de renovação da concessão. No
segmento de geração, praticamente só as empresas
estatais federais aderiram à proposta. A adesão
teria sido maior se tivesse sido negociada adequadamente
e se o momento fosse outro, sem evidências
de escassez de oferta. Na época, as geradoras
podiam vislumbrar que teriam de adquirir
energia térmica bem mais cara, para honrar os
contratos que mantinham com as distribuidoras.
Por que, então, aderir à MP 579 se o mercado
aquecido abria a oportunidade para vender a parcela
que estivesse descontratada no mercado livre?
Para piorar, confiante no sucesso da MP 579,
o governo deixou de realizar o leilão de energia
que estava programado na época da edição da
MP, que resolveria o problema da descontratação
pelo qual as distribuidoras passaram em 2013/14.
Ou seja, é má gestão por todos os lados, conjugada
com o populismo tarifário.
O governo trabalhou bem em apenas um aspecto:
eximir-se de responsabilidade pelos problemas.
A ponto de o noticiário cometer o erro
sistemático de atribuir as mazelas do processo
às distribuidoras e às geradoras. Aquelas somente
repassam, para o consumidor final, o
custo (às vezes alto) da energia que adquirem.
Já o aumento do custo de geração decorre de
um planejamento malfeito. Não cabe, portanto,
puni-las, inclusive financeiramente, pelo aumento
de custos que vem sendo observado.
Deixar a bomba explodir em seu colo implica
atribuir-lhes um risco que não deveriam assumir.
Tal política desestimularia o investimento
privado ou exigiria preços mais altos para compensar
os riscos, aumentando desnecessariamente
os custos da energia elétrica no país. l
RAUL VELLOSO
Raul Velloso é economista
Fica a certeza de que precisamos agir , desses que nos governam atualmente não espero muita coisa . Suas preocupações são outras ... e ressalto aumento de PIB ... o que atualmente é manga de colete...  não significa caminhar de verdade .Sem trabalhar nossa matriz energética ficamos caranguejos, e fim de papo . Eu não votarei nela... a criadora de micos , e você ? Até mais ! 

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