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sábado, 9 de agosto de 2014

Em defesa de melhores padrões para a Democracia ...

... no Brasil , reiteramos que a liberdade...seu  fundamento inviolável , que exige o exercício ativo e pleno da cidadania ... foi criminosamente atingida no episódio dos perfis adulterados . Míriam, e Sardenberg, DOIS CORAJOSOS JORNALISTAS, por assumirem, face ao descalabro da governança macro econômica do governo atual, posição crítica desfavorável, foram dura, e criminosamente punidos ! O governo democrático de FHC foi claramente substituído por governo autocrático inimigo da democracia . A punição estúpida, injusta e criminosa , caiu também sobre a Nação que caminha para mais uma eleição presidencial : que vergonha !não querem que tenhamos formadores de opinião independentes com consciência critica ... que coisa lamentável ! Publico a auto defesa de Míriam, e rezo para que o episódio não caia no esquecimento em meio ao dilúvio de acontecimentos estarrecedores que chovem nesse período eleitoral .Segue o artigo de autodefesa citado :
miriamleitao@oglobo.com.br
Só no segundo momento é que pensei no fato
de que os ataques eram contra mim e meu
colega Carlos Alberto Sardenberg. Ninguém,
evidentemente, tem que concordar com o que eu
escrevo ou falo no rádio e na televisão. Há, em
qualquer democracia, um debate público, e eu gosto
de estar nele. Mas postaram mentiras, e isso pertence
ao capítulo da calúnia e difamação.
Tenho 40 anos de vida profissional e um currículo
do qual me orgulho por ter lutado por ele, minuto a
minuto. Acordo de madrugada, vou dormir tarde, estudo
diariamente, falo com pessoas diversas, apuro,
confiro dados, para que cada opinião seja baseada
em fatos. Alguns temas são áridos, mas gosto de mergulhar
neles para traduzi-los para o público.
Na primeira vez que um amigo me mostrou o perfil
cheio de ataques na Wikipédia fiquei convencida de
que era coisa de desocupados. Saber que funcionários
públicos, computadores do governo, foram usados
na Presidência da República para um trabalho
sórdido assim foi um espanto. Uma das regras mais
caras do Estado de Direito é que o grupo político que
está no governo não pode usar os recursos do Estado
contra pessoas das quais não gosta.
O início da minha vida profissional foi tumultuado
pela perseguição da ditadura. No Espírito Santo,
fui demitida de um jornal por ordem do governador
Élcio Álvares. Em Brasília, fui expulsa do gabinete
do então ministro
Shigeaki Ueki, durante
uma coletiva, porque
ele não gostava das minhas
perguntas e reportagens.
O Palácio
do Planalto não me dava
credencial porque
eu havia sido presa e
processada pela Lei de
Segurança Nacional.
Aquele governo usava
o Estado contra seus
inimigos. E eu era, sim,
inimiga do regime.
Na democracia, em
todos os governos, ouvi
reclamações de ministros
e autoridades que
eventualmente não
gostaram de comentários
ou colunas que fiz.
Mas eram reclamações
apenas, algumas me ajudaram a entender melhor
um tema; outras eram desprovidas de razão. Desta
vez, foi bem diferente; a atitude só é comparável com
a que acontece em governos autoritários.
O Planalto afirma que não tem como saber quem
foi. É ingenuidade acreditar que uma pessoa isolada,
enlouquecida, resolveu, do IP da sede do governo,
achincalhar jornalistas. A tese do regime militar
de que os excessos eram cometidos pelos “bolsões
sinceros, porém radicais” nunca fez sentido. Alguém
deu ordem para que isso fosse executado. É
uma política. Não é um caso fortuito. E o alvo não
sou eu ou o Sardenberg. Este governo desde o princípio
não soube lidar com as críticas, não entende e
não gosta da imprensa independente. Tentou-se
no início do primeiro mandato Lula reprimir os jornalistas
através de conselhos e controles. A ideia jamais
foi abandonada. Agora querem o “controle social
da mídia”, um eufemismo para suprimir a liberdade
de imprensa.
Sim, eu faço críticas à política econômica do governo
porque ela tem posto em risco avanços duramente
conquistados, tem tirado transparência dos
dados fiscais, tem um desempenho lamentável,
tem criado passivos a serem pagos nos futuros governos
e por toda a sociedade. Isso não me transforma
em inimiga. E, ainda que eu fosse, constitucionalmente
o governo não tem o direito de fazer o
que fez. É ilegal e imoral. l
À margem da lei
No princípio, eu me assustei como cidadã.
Era difícil acreditar que da Presidência da
República foram postados ataques
caluniosos a pessoas, porque na democracia
o aparato do Estado não pode ser usado
pelo governo para atingir seus supostos
adversários. A propósito: não sou adversária
do governo; sou jornalista e exerço meu
ofício de forma independente.
Pontos chave :                                      
1
Governos democráticos
não podem usar o aparato
do Estado para atacar um
cidadão
2
Presidência da República                                                
diz que não tem como
saber quem alterou perfil
de jornalistas
3
Governo não sabe lidar com
as críticas, não entende e
não gosta de imprensa livre
e independente
Casos semelhantes porém de menor gravidade não tiveram consequência alguma :
- no governo Lula o caso dos aloprados ... apenas um ai/ai /ai
-no governo Lula  o Mensalão ... o STF foi duramente criticado pelos que nada viram de anormal
- agora na Petrobras ...
-as maquiagens do Guido ... podem ter sido o estopim para as divergências da Míriam cujos artigos eu leio com frequência,e lembro serem muito bons mas, não eram tão negativos para o governo ...o que me desagradava um pouco !
EM TODOS DE ALGUMA FORMA A DILMA ROUSSEFF ESTÁ ENVOLVIDA... não sei se com responsabilidade direta .... mas está  ! Você pretende reelege la ? e o Ex- presidentO...é TOTALMENTE INOCENTE ? Fiquem em paz com suas consciências ... é o melhor que podemos fazer no momento ! Até mais !





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