Transcrito da Folha de S Paulo :
Principal alvo de críticas do PT no programa eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desafiou nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa “cara a cara”, quando o petista “puser o pijama”.
Dizendo-se vítima de mentiras, FHC disse que Lula foi mesquinho ao não reconhecer o legado do PSDB e assumir a paternidade da estabilidade da moeda .
“Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja”, discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. “É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o real, que fez o PT votar contra o real, dizer que estabilizou o Brasil. Não precisa disso. Lula fez coisas boas, que reconheço. Agiu bem na crise atual, financeira. Para que, meu Deus, ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar para ele. Por que isso, rapaz? Você pegou uma boa herança. Usou. Aumentou. E o Serra vai usar as duas. Vai usar as duas. Vai fazer mais.”
“Não vamos ficar de mesquinharia, não. O que for bom vai continuar. Começamos as bolsas. Por que o Serra não vai aumentá-las? Aqueles que necessitarem. Não bolsa política, não.”
Ao defender o concurso público, ele disse que o presidente do PT, José Eduardo Dutra, entrou na Petrobras sem concurso público, durante o governo militar.
“Eles querem os apaniguados. Nós queremos a meritocracia. Cada um vai ter que se esforçar e será recompensado pelo o que fez. Não queremos um Brasil de preguiçosos, não queremos um Brasil de amigos do rei, não queremos um Brasil de companheiras tipo Erenice.”
Em discurso a integrantes do PSDB, FHC chamou a petista Dilma Rousseff de duas caras e negou que tenha pregado a privatização da Petrobras, como a candidata acusou no debate da Band:
“Agora, vêm falar que eu queria privatizar a Petrobras. Quem é esse [Sérgio] Gabrielli para falar isso comigo, meu Deus? Fui presidente da República. Ele tem que me respeitar”, afirmou FHC, dizendo que foi processado por ter defendido a Petrobras. “Perdi uma cátedra.”
Ele atacou o aparelhamento político da Petrobras. “A Petrobras perdeu já 20% de valor de mercado sob a batuta dessa gente porque o mercado percebeu agora, custou mas percebeu, que tem ingerência política.”
Ao falar das acusações do PT, FHC disse que os adversários “estão muito nervosos” por causa do segundo turno. “Caíram da cadeira. Nunca imaginaram que iriam ao segundo turno. O Lula sempre foi para o segundo turno. Por que a Dilma não iria? Só que agora ela vai às cordas com o nosso voto”.
No evento organizado pelo PSDB de São Paulo –mas sem a presença de José Serra– FHC acusou o PT de uso político da máquina pública e mais uma vez, disse que não passou a mão na cabeça de aliados, de “aloprados”.
Tomando o cuidado de afirmar que o pijama seria transitório, FHC sugeriu uma conversa entre os dois, a exemplo das visitas que fazia a Lula em São Bernardo do Campo.
“Presidente Lula, terminadas as eleições, quando você puser o pijama, não sei o que vai por, o que vai fazer, será bem recebido. Venha ao meu instituto. Vamos conversar cara a cara”, disse.
Ao falar das acusações contra Serra, alfinetou: “Não venham com história. O nosso candidato é homem de palavra, de coragem. Chega a ser turrão. Não fica mudando de opinião só para ter voto, não.”
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Sobre a atuação de Luis Inácio no seu processo sucessório .
Sobre a atuação de Luis Inácio no processo sucessório nas palavras de quem o conhece e ajudou a fundar o partido que o elegeu . Vamos continuar elegendo gente de biografis desconhecida ? voce conhece toda a vida de Luis Inácio ? Gostaria de conheces algo da vida de sua candidata ate agora uma desconhecida embora o Tarso Genro a tenha conhecido longamente como declarou publicamenta . Mas esse senhor eleito par governar o Rio Grande do Sul tambem goste do Cesare Battisti ... Bem aqui vai o que me repassaram , acredite se quizer pois é assombroso :
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Ainda sobre a questão do Estado face ao aborto .
“Aborto como questão de saúde pública” é dar ao estado o direito de tirar vidas, explica perito
SÃO PAULO, 11 Out. 10 / 02:25 pm (ACI).- Em um recente artigo, o professor e psicólogo Joel Nunes, que também é o autor do conhecido livro “Vocação”, explica o que quer dizer que, no governo Lula e na proposta da candidata Dilma Rousseff, o aborto seja tratado como “questão de saúde pública”. O perito explica que ao ser categorizado como “questão de saúde pública”, converte-se em uma obrigação do SUS (Sistema Único de Saúde) atender a grávida de até 9 meses que queira abortar pois transforma o aborto em “direito do cidadão”, e em conseqüência, um “dever do Estado”. O aborto “como questão de saúde pública” significa a concessão de poder ao Estado para controlar a quantidade de nascimentos, impondo o aborto.
Nunes detalha que “quando o governante (ou pretendente a tal) diz que “o aborto deve ser (ou será) tratado como “questão de saúde pública”, dá também a ver (implícita ou explicitamente) que “não é uma questão de foro íntimo”.
«Digamos que uma mulher engravide e queira “tirar” o bebê. Nas primeiras semanas ela pode fazê-lo sozinha, usando droga abortiva (“droga” e não remédio, pois este, por definição, é usado para restabelecer ou manter a saúde). A partir de 12 semanas (ou menos) ela só poderá abortar ajudada por alguém. Suponhamos aprovada a lei que tipifica o aborto não mais como crime, como faz a nossa atual Constituição do país, mas o altere para a condição de “questão de saúde pública”, quando então passa a ser permitido “durante os 9 meses de gravidez”. A mulher grávida de 9 meses resolve, por qualquer motivo, “tirar” a criança. Certamente não poderá fazê-lo sozinha, mas necessariamente terá de ter ajuda, e ajuda especializada».
A “ajuda especializada” será o profissional qualificado na área de saúde, o médico e a enfermeira. Sendo “questão de saúde pública”, torna-se obrigação do SUS (Sistema Único de Saúde) atender a grávida de 9 meses que quer abortar”, explicou.
Nunes também denuncia a incapacidade de objeção de consciência ao considerar o aborto como questão de saúde pública, asseverando que “o médico e a enfermeira, funcionários do SUS ou prestadores de serviço, estarão obrigados, “durante seu horário de expediente”, a fornecerem a “ajuda especializada” oferecida pelo governo, a qual constitui um “direito do cidadão”, pois “se é direito do cidadão, é dever do Estado”. Caso o médico e a enfermeira se recusem a “trabalhar”, isto é, a abortar, ficarão sujeitos a penalidades previstas em lei, como a demissão por justa causa, ocorrência que passará a constar na “fé de ofício” de cada um”.
“A consciência ( o “foro íntimo”) dos tais funcionários, sob a lei que trata o aborto como questão de saúde pública, se torna legalmente ineficiente”, afirma José Nunes.
“Suponhamos o caso de mulher grávida de 9 meses que não queira abortar. Como este não querer é “questão de foro íntimo”, ele não prevalecerá, não desencadeará efeitos concretos, igualzinho ocorreria com o proprietário de uma casa com piscina que se tornasse ninho de mosquitos Aede Aegypti, o mosquito da dengue”, explicou.
“Do mesmo modo, a “objeção de consciência” ao aborto, outro nome que se dá à “questão de foro íntimo” é impotente face à decisão do poder público que determine que o aborto seja feito. Mesmo não querendo, a grávida de 9 meses terá então de abortar, uma vez que o “poder público” entenda que ela deve fazê-lo”, denuncia Nunes.
Nunes detalha que “quando o governante (ou pretendente a tal) diz que “o aborto deve ser (ou será) tratado como “questão de saúde pública”, dá também a ver (implícita ou explicitamente) que “não é uma questão de foro íntimo”.
«Digamos que uma mulher engravide e queira “tirar” o bebê. Nas primeiras semanas ela pode fazê-lo sozinha, usando droga abortiva (“droga” e não remédio, pois este, por definição, é usado para restabelecer ou manter a saúde). A partir de 12 semanas (ou menos) ela só poderá abortar ajudada por alguém. Suponhamos aprovada a lei que tipifica o aborto não mais como crime, como faz a nossa atual Constituição do país, mas o altere para a condição de “questão de saúde pública”, quando então passa a ser permitido “durante os 9 meses de gravidez”. A mulher grávida de 9 meses resolve, por qualquer motivo, “tirar” a criança. Certamente não poderá fazê-lo sozinha, mas necessariamente terá de ter ajuda, e ajuda especializada».
A “ajuda especializada” será o profissional qualificado na área de saúde, o médico e a enfermeira. Sendo “questão de saúde pública”, torna-se obrigação do SUS (Sistema Único de Saúde) atender a grávida de 9 meses que quer abortar”, explicou.
Nunes também denuncia a incapacidade de objeção de consciência ao considerar o aborto como questão de saúde pública, asseverando que “o médico e a enfermeira, funcionários do SUS ou prestadores de serviço, estarão obrigados, “durante seu horário de expediente”, a fornecerem a “ajuda especializada” oferecida pelo governo, a qual constitui um “direito do cidadão”, pois “se é direito do cidadão, é dever do Estado”. Caso o médico e a enfermeira se recusem a “trabalhar”, isto é, a abortar, ficarão sujeitos a penalidades previstas em lei, como a demissão por justa causa, ocorrência que passará a constar na “fé de ofício” de cada um”.
“A consciência ( o “foro íntimo”) dos tais funcionários, sob a lei que trata o aborto como questão de saúde pública, se torna legalmente ineficiente”, afirma José Nunes.
“Suponhamos o caso de mulher grávida de 9 meses que não queira abortar. Como este não querer é “questão de foro íntimo”, ele não prevalecerá, não desencadeará efeitos concretos, igualzinho ocorreria com o proprietário de uma casa com piscina que se tornasse ninho de mosquitos Aede Aegypti, o mosquito da dengue”, explicou.
“Do mesmo modo, a “objeção de consciência” ao aborto, outro nome que se dá à “questão de foro íntimo” é impotente face à decisão do poder público que determine que o aborto seja feito. Mesmo não querendo, a grávida de 9 meses terá então de abortar, uma vez que o “poder público” entenda que ela deve fazê-lo”, denuncia Nunes.
Lembranças de um passado recente ...
A campanha da Guerrilheira joga cortina de fumaça tentando evitar o debate , fugindo dele digo melhor . A nova postura agreciva tem essa finalidade pois certos assuntos não são convenientes . Mas são importantes para o eleitorado que decide, ou deveria decidir ,quem nos vai governar nos próximos 4 anos . Assuntos como Política Externa são de extrema atualidade . Como conduzir de forma eficiente um desenvolvimento auto- sustentado sem uma política externa adequada ? Qual é sua opinião sobre a que ultimamente vemos em curso ? Veja o que esse Blogg ofereceu para debate em 21/05/2010 :
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Voce gostaria de saber o que os candidatos ao seu voto pensam a respeito ? Pois é ... e o atual governo joga fumaça nos seus olhos ...segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Ecos da Campanha
Operador de Dilma, Ciro vai à web em versão ‘tóxica’
Depois de ter sido empurrado para fora do tabuleiro presidencial, Ciro Gomes (PSB) levou os lábios ao trombone. Alvejou PT, PMDB e a própria Dilma Rousseff. Depois, submergiu.
Ao longo do primeiro turno da eleição, Ciro ausentou-se da cena nacional. Cuidou da reeleição do irmão, Cid Gomes (PSB), ao governo do Ceará.
Na semana passada, Ciro reapareceu em Brasília. Reuniu-se com Lula. E foi alçado à coordenação do comitê eleitoral de Dilma.
Para infortúnio do neo-coordenador, as palavras ditas não podem ser desditas. Assim, Ciro foi à web como estrela de um vídeo "tóxico" (assista lá no alto). Tornou-se vítima da própria língua.
- Siga o blog no twitter.
Escrito por Josias de Souza às 20h45
Lembranças de um passado recente …
Lembranças de um passado recente …
Trago hoje do passado recente publicação bem pertinente que lança bastante luz sobre o que ocorre presentemente no quadro sucessório ressaltando a responsabilidade do atual presidente de infeliz atuação . Vejamos o que foi dito no passado recente : ( no Blog da Amizade pois era uma conversa entre amigos )
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A política sucessória está cada vez pior . Conduzida precipitadamente por um presidente afobado e frustrado por não poder disputar a própia sucessão caminha tortuosamente. Sempre empurrada pelo alucinado presidente para um dilema plesbicitário que esquece estar a tal da esquerda histórica metamorfoseada não sendo mais resposta para os anseios da Nação . Hoje o que queremos é seriedade com a coisa pública! Presisamos de opções entre candidatos que sejam bons administradores e tenham um passado de probidade no trato da coisa pública . Mas o alucinado insiste em impor sua visão de estadista pela metade pois não contempla no poder aqueles que são rotulados de direita mas que consrtruiram suas vidas com honestidade . Deram -na em proveito da construção da Nação e merecem ser contemplados nessa equação sucessória com o destaque compatível . Nada de sólido se constroi apagando o passado ! Sinal triste dessa tentativa é esse documento que o alucinado presidente assinou sobre direitos humanos que causaria tremendo prejuizo a causa desses direitos tão importantes para todos nos .
postado por Renato Vellosocodbil @ 05:47 0Pois é … e agora como ficamos ? No meu entender so ha uma escolha possível : Jose Serra então vamos com ele sem alternativa ! Ai eu pergunto do que adianta dizer que ele podia ser melhor , se é o que temos ! Vamos parar de figurar e seguir em frente .
domingo, 10 de outubro de 2010
Um Pouco de Esperança ...
Se não elegermos a guerrilheira chefe da quadrilha , então na próxima renovação do Congresso Nacional sob a Presidencia de Serra cuja integridade não é questionável teremos alguma chance de renovar os costumes . Mas isso é justamente o que eles tentam a todo custo evitar !
sábado, 9 de outubro de 2010
UM POUCO DE BENÇÃO
Hoje vim até aqui...Abençoar tua vida com paz, alegria e muito amor
Abençoar teu dia com muitas realizações
Abençoar teus momentos que eles sejam eternos
Abençoar teu sorriso para que ele nunca falte
Abençoar tuas mãos para que possa estender a alguém
Abençoar teus caminhos para que eles sejam extraordinários
Abençoar teu coração para que seja perdoador,
amoroso, cheio de alegria e felicidade mais e mais.
Abençoar-te para que outros
possam ser abençoados também por ti
Abençoar teu trabalho para que seja próspero
Abençoar tua familia, todos os teus negócios
Abençoar teus sonhos para que eles se realizem
SINTA-SE ABENÇOADO PELO SENHOR
VOCÊ É ESPECIAL!Você é um escolhido de Deus.
Somente a bênção do Senhor
é capaz de curar todas as feridas da alma,
ela promove a felicidade e a satisfação que tanto precisamos.
HOJE EU QUERO ABENÇOAR VOCE.
FIQUE NA PAZ DO SENHOR JESUS
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
O Dilema de Sophia ...
ENFIM, A MÃE DO POVO, COMO DESEJA SER CHAMADA, NÃO POSA COM CRIANÇAS, NEM COM O MARIDO, COM OS PAIS, OU COM UM VIOLÃO.
Vamos acompanhar esse momentoso acontecimento político !
Quem é quem , leia os artigos publicados a seguir e decida se os personagens são compatíveis com o que voce espera deles :
1-
1-
Lula ameaça revisar acordo com o Vaticano por questionamentos a Dilma
BRASILIA, 07 Out. 10 / 07:45 pm (ACI).- A agência italiana ANSA informou que
o secretário pessoal do Presidente Luiz Lula Da Silva, Gilberto Carvalho,
disse à cúpula da Igreja <http://www.acidigital.com/igreja/index.html> que
se continuarem os questionamentos contra a candidata Dilma Rousseff -devido
à sua postura favorável ao aborto
<http://www.acidigital.com/vida/aborto/index.html> - poderia ser revisado o
acordo assinado com o Vaticano.
ANSA, que recolhe uma notícia do jornal Valor Econômico, assinalou que
Carvalho se reuniu com membros da Conferência Nacional de Bispos
<http://www.acidigital.com/igreja/bispos.htm> do Brasil e comunicou que o
governo pode voltar a discutir o acordo que contempla o apoio a escolas
católicas e outros benefícios.
Lula revisaria o acordo assinado por Lula e o Papa Bento XVI
<http://www.acidigital.com/bentoxvi/index.html> em 2007 no Brasil, e
ratificado em 2009 no Vaticano, depois do qual foi aprovado pelo Congresso,
onde foi questionado por congressistas evangélicos.
LULA AMENAZA REVISAR ACUERDO VATICANO
BRASILIA, 7 (ANSA) - El secretario personal del presidente Luiz Lula da
Silva, Gilberto Carvalho, dijo a la cúpula de la Iglesia que si continúan
los ataques contra la candidata Dilma Rousseff puede ser revisado un acuerdo
firmado con el Vaticano, publicó un diario local.
Carvalho se reunió con miembros de la Conferencia Nacional de Obispos de
Brasil a quienes comunicó que el gobierno puede volver a discutir el acuerdo
que contempla el apoyo a escuelas católicas y otros beneficios, publicó
Valor Económico.
El entendimiento fue suscripto por Lula y el papa Benedicto XVI en 2007
en Brasil, y ratificado en 2009 en el Vaticano, tras lo cual fue aprobado
por el Congreso, donde fue cuestionado por congresistas evangélicos.
El obispo auxiliar de Salvador de Bahia, Joao Petrini, expresó su
preocupación sobre el tema.
"Es importante que el Poder Ejecutivo se empeñe en que el acuerdo entre
en vigor, pues hay varias acciones (ante la corte) que plantean su
inconstitucionalidad", dijo Petrini. JMG
07/10/2010 13:43
html
2-
07/10/2010 21h00 - Atualizado em 07/10/2010 21h00
Saiba o que Dilma, Serra e Marina já disseram sobre o aborto
Discussão sobre descriminalização movimenta campanhas no 2º turno.
G1 reuniu declarações dos presidenciáveis em debates e entrevistas.
Do G1, em São Paulo
imprimir
ma-serra-e-marina-ja-disseram-sobre-o-aborto.html>
A polêmica sobre o aborto se converteu em um dos temas mais comentados na
retomada da campanha dos candidatos à Presidência da República neste segundo
turno.
Nesta quinta-feira (7), a petista Dilma Rousseff e sua coligação pediram à
Justiça direito de resposta contra a emissora católica Canção Nova. O canal
de televisão teria exibido na manhã de terça-feira (5), em transmissão ao
vivo, o sermão de um padre que pedia aos fiéis que não votem em Dilma no
segundo turno das eleições presidenciais.
Nesta quinta também, o tucano José Serra disse que a discussão sobre o
aborto na campanha eleitoral não se trata apenas de "ser contra ou a favor",
mas de "dizer a verdade".
Desde a fase da pré-campanha, Dilma e José Serra, que passaram ao segundo
turno com 46,9% e 32,6% dos votos válidos, respectivamente, e Marina Silva
(PV), que ficou em terceiro com 19,3%, externaram opiniões sobre o tema em
diferentes meios e ocasiões.
O G1 localizou declarações dos três presidenciáveis sobre o assunto,
registradas em entrevistas e também em atos oficiais no Executivo (veja
tabela abaixo).
A legislação brasileira prevê a prática do aborto em duas situações: quando
há risco à vida da mulher (o chamado "aborto necessário") e/ou quando a
gravidez resulta de estupro. A eventual descriminalização da prática divide
opiniões e movimenta o debate político no Brasil.
PRESIDENCIÁVEL DECLARAÇÕES SOBRE ABORTO
Dilma Rousseff (Foto: AE)
DILMA ROUSSEFF
Em 2007, quando ocupava o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
afirmou em sabatina no jornal "Folha de S.Paulo" que era um "absurdo" que o
Brasil não houvesse descriminalizado o aborto. Em maio de 2010, questionada
pela revista "IstoÉ", defendeu o amparo do estado "para quem estiver em
condições de fazer o aborto, ou querendo fazer o aborto ou precisando".
Quatro meses depois, em debate promovido por televisões católicas, disse que
não sabe se acha necessário ampliar os casos em que a lei já permite o
aborto.
4 de outubro de 2007 - "Olha, eu acho que tem que haver a descriminalização
do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja a
descriminalização."
- Em sabatina à Folha de S. Paulo
Abril de 2009 - "Abortar não é fácil para mulher alguma. Duvido que alguém
se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser
justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de
saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre
porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de
forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma
questão grave que causa muitos mal-entendidos. Existem várias divisões no
país por causa dessa confusão, entre o que é foro íntimo e o que é política
pública. O presidente é um homem religioso e, mesmo assim, se recusa a
tratar o aborto como uma questão que não seja de saúde pública. Como saúde
pública, achamos que tem de ser praticado em condições de legalidade."
- Revista Marie Claire
7 de maio de 2010 - "Eu duvido que alguma mulher (...) defenda e ache o
aborto uma maravilha. O aborto é uma agressão ao corpo. Além de ser uma
agressão, dói, além de doer, imagino que a pessoa saía de lá muito baqueada.
Eu não tive de fazer aborto porque eu tive de, na vida eu tive um problema,
depois que minha filha nasceu eu tive uma gravidez tubária. Então eu não
podia ter filho. Antes disso, eu não cheguei nunca a engravidar, só uma vez
que eu perdi o filho por razões normais. Tive uma hemorragia. (Jornalista
pergunta: "Foi logo no ínício da gravidez?") Foi logo no inicinho da
gravidez, não teve maiores efeitos físico não. (Jornalista pergunta: "Mas
isso foi antes da sua filha nascer?") Antes da minha filha nascer. Tanto é
que eu fiquei com muito medo quando minha filha nasceu, de perder. Mas,
todas minhas amigas que vi passar por experiência assim entraram chorando e
saíram chorando." (Jornalista pergunta: "A senhora é contra criminalizar
isso?") "Eu acho que, o aborto, do ponto de vista de um governo, é uma
questão não é de foro íntimo, é uma questão de saúde pública. E que você não
pode hoje segregar mulheres e deixar que certos métodos, que hoje são
encontrados na população de mais baixa renda, você vê uma porção de gente,
principalmente nos grupos de mulheres você vê essa conversa muito forte... O
uso da tal das agulhas de tricô, aquelas compridas, o uso de chás absurdos,
o uso de métodos absolutamente medievais... Enquanto isso segmentos, há uma
certa falsidade social, que as mulheres de mais alta renda vão para
hospitais, clínicas privadas ou qualquer coisa assim e lá fazem o aborto.
Então acho que, do ponto de vista de um governo, não é uma questão e não
pode ser tratada como questão de foro íntimo. É uma questão necessariamente
de saúde pública e tem de ser seriamente conduzida desse jeito." (Jornalista
pergunta: Como a senhora vê um ex-ministro da Saúde se posicionando tão
veementemente contra o aborto?) "Contra? Mas contra em que nível? No pessoal
dele ou no atendimento a uma pessoa a uma pessoa que está tendo um... Porque
tem que distinguir isso. Não estou discutindo aqui a posição individual de
ninguém e acho estranhíssimo alguém falar assim: 'eu acho que o aborto é
ótimo'. Eu olho com... Porque não é. Você entende. É bom falar isso se não é
seu corpo. Agora, uma coisa é isso. Outra coisa é enfrentar a realidade que
existe. E a realidade que existe é essa que eu estou dizendo: uma parte da
população não tem acesso a esse serviço." (Jornalista pergunta: "A senhora é
legalmente a favor de uma legislação que não criminalize o aborto?) "Que
obrigue a ter tratamento para as pessoas para não correr risco de vida igual
os países desenvolvidos do mundo inteiro." (Jornalista pergunta: "Tratamento
pós-aborto, não? Ou atendimento público para quem quer abortar?). "Para quem
estiver em condições de fazer o aborto, ou querendo fazer o aborto ou
precisando. Acho que tem que ser tratado com uma questão de saúde pública."
(Jornalista pergunta: E a posição da Igreja Católica?) "Eu entendo
perfeitamente, acho que ela, a Igreja Católica, vivemos em uma democracia,
tem absoluto direito de externar sua posição."
- Revista IstoÉ
(Observação: este trecho não está publicado na íntegra na revista, mas o
áudio estava disponível nesta quinta-feira, 7, e o G1 fez a transcrição.)
12 de maio - "Aborto é uma coisa que nenhuma mulher defende, ninguém fala
'eu quero fazer aborto'. Não é uma questão de foro íntimo, meu seu, da
igreja, de quem quer que seja. É algo que eu acredito que é política de
saúde pública. Acho que a legislação brasileira nesse ponto é muito clara."
- Painel RBS
1º de outubro - "Nunca escondi que acho que a questão do tratamento das
mulheres, principalmente das milhares de mulheres pobres que recorrem ao
aborto, não é uma questão de polícia, é de saúde pública."
- Entrevista coletiva no Rio de Janeiro
24 de setembro - "Eu também tenho uma posição clara em defesa da vida. Nós
seres humanos temos que respeitar, temos que honrar e sobretudo temos que
perceber a dimensão transcendente dela. Por isso, eu não acredito que mulher
alguma seja favorável ao aborto. O aborto é uma violência contra a mulher.
Eu pessoalmente, não sou favorável ao aborto. Como presidente da República,
eu terei, se eleita, que tratar da questão das milhares de mulheres pobres
desse país que usam métodos absolutamente, eu diria assim, bárbaros, e que
correm sistematicamente risco de vida. Elas tem que ser protegidas. E é
nesse sentido que eu falei sempre que isso é uma questão de saúde pública.
Não é uma questão que pode confundir-se com a minha opção por um processo de
favorecimento do aborto. Não acho que isso resulte em nenhum benefício para
a sociedade. Agora, considero também que a legislação vigente já prevê os
casos em que o aborto é factível e eu não sei se acho que seria necessário
ampliar esses casos. Não vejo muito sentido."
- Debate na CNBB/Rede Vida
29 de setembro - "Sou a favor da valorização da vida. Eu já disse no debate
da CNBB que sou pessoalmente contra o aborto. É uma violência contra a
mulher"
- Após encontro com religiosos
José Serra (Foto:AE)
JOSÉ SERRA
Quando ocupava o Ministério da Saúde em 1998, assinou norma técnica que
orienta método de aborto em casos de estupro. Em sabatina realizada pela
"Folha de S.Paulo" em 2002, lembrou que foi "muito atacado por isso". Na
pré-campanha, em maio de 2010, voltou a se dizer contrário ao aborto e
admitiu a possibilidade de que deputados possam propor a mudança. Durante a
campanha, posicionou-se contrário ao aborto.
Novembro de 1998 - "O braço executivo das ações de saúde é formado pelos
Estados e municípios. É a eles que o Ministério da Saúde oferece subsídios
para medidas que assegurem a essas mulheres (vítimas de violência) a
harmonia necessária para prosseguirem, com dignidade, suas vidas."
- Na introdução da Norma Técnica do Ministério da Saúde sobre procedimentos
adotados para aborto em casos de estupro (nesses casos, o aborto é permitido
por lei)
16 de agosto de 2002 - "No caso de estupro, o Ministério da Saúde até
regulamentou a, digamos, o aborto que é permitido por lei. Eu fui muito
atacado por isso, defendendo a generalização do aborto, os abusos, etc.
Agora se me pergunta sou a favor do aborto, não."
- Em sabatina à Folha de S. Paulo
10 de maio de 2007 - "Ninguém pode ser a favor do aborto, mas essa é uma
questão que ainda vai ser debatida no Brasil."
- Após recepção para Bento XVI no Palácio dos Bandeirantes
13 maio de 2010 - "Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na
legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não
vou tomar essa iniciativa."
- Em entrevista após Programa do Ratinho, do SBT
21 junho - "Eu não mexeria na atual legislação. (...) Eu pessoalmente acho o
aborto uma coisa terrível, mas independentemente disso, em um país como o
nosso, hoje, nas condições atuais, isso liberaria coisa de uma verdadeira
carnificina. "
- Em Sabatina à Folha de S. Paulo
6 de outubro - "Nunca disse que sou contra o aborto porque eu sou a favor,
ou melhor, nunca disse que sou a favor, porque eu sou contra. Tenho amigos
que me acham atrasado, mas tenho meus valores históricos sobre isso e sou
contra."
- Em entrevista coletiva em Brasília, na qual ele iniciou a frase com a
afirmação em um sentido e depois esclareceu sua posição
Marina Silva (Foto: AE)
MARINA SILVA
A senadora, que é evangélica, afirmou desde o começo da pré-campanha ser
contra a prática. Apresentou diversas vezes o plebiscito como melhor caminho
para tratar o tema. Admitiu que a questão não é "puramente religiosa" e que
falta informação sobre o assunto. Em entrevista ao Jornal da Globo, criticou
o debate "raivoso" sobre o tema. Antes do encerramento do primeiro turno,
acusou Dilma de ter mudado de posição sobre o assunto.
4 de fevereiro de 2010 - "Eu não faria um aborto e não advogo em favor dele.
Mas reconheço que existem argumentos relevantes dos dois lados da discussão.
Essas situações acontecem em momentos de muito sofrimento e desamparo e não
podem ser tratadas de forma simplista e maniqueísta."
- Em declaração no seu blog
18 de maio - "Proponho o debate democrático de um tema que não é fácil de
ser enfrentado, na sociedade brasileira inclusive."
- Painel RBS
14 de junho - "Eu pessoalmente tenho uma posição contrária ao aborto e
defendo que se faça um plebiscito para as propostas que temos hoje sendo
debatidas e que não estão previstas em lei. (...) Essa é uma questão
complexa, não é uma questão puramente religiosa, ela envolve aspectos de
natureza filosófica, envolve aspectos de natureza ética e de natureza moral.
Eu defendo que se deva debater. Há um consenso. Há falta de informação sobre
o assunto."
- Roda Viva, TV Cultura
17 de junho - "Eu não faria um aborto. Mas o que está na lei é um direito
das pessoas. Para as outras questões que não estão na lei, eu defendo que se
faça um plebiscito. Se a questão [do aborto de anencéfalos] não tiver sido
resolvida pelo Supremo, eu defendo o plebiscito."
- Em entrevista antes de debate na Universidade de Brasília
2 de setembro - "O problema é que o plebiscito é também uma aprovação do
Congresso. Não é o Executivo que faz. Mas a minha posição é que um tema com
essa complexidade que envolve questões éticas, questões morais, questões
filosóficas, questões religiosas, que não há muita informação sobre o tema,
que a gente faça o plebiscito para que aquilo que é necessário que aconteça
- que é o debate - possa acontecer o debate. Mas um debate que não seja
esse, é... enfim, raivoso, onde os que são contra o aborto ficam tachando as
outras pessoas como se elas fossem é..."
- Jornal da Globo
2 de setembro - "O aborto não é usado, não deve, e ninguém defende isso como
método de contracepção, mas há esse debate. No meu entendimento, falta
debate, falta esclarecimento, e a melhor forma de defender isso é por meio
de um plebiscito"
- Jornal do SBT
29 de setembro - "A ministra Dilma já disse que era favorável (ao aborto) e
depois mudou de posição."
- Em entrevista no Rio de Janeiro
O aborto nos programas de governo
O debate sobre o aborto, recorrente nos últimos dias da campanha
presidencial, também se fez presente, em menor ou maior intensidade, em
todas as disputas ao Planalto desde a redemocratização do país.
Da defesa direta da interrupção da gravidez ao incentivo à tomada de
decisões reprodutivas pela mulher, a discussão marcou presença desde 1989
nas plataformas do PT, do PSDB e do PV, os três partidos mais bem colocados
na disputa de 2010.
saiba mais
* Arcebispo de SP critica polarização de debate eleitoral em torno do
aborto
fende-plebiscito-sobre-legalizacao-da-maconha.html>
* Marina defende plebiscito sobre legalização da maconha e aborto
fende-plebiscito-sobre-legalizacao-da-maconha.html>
* Dilma se reúne com lideranças cristãs e reafirma ser contra o aborto
com-liderancas-cristas-e-reafirma-ser-contra-o-aborto.html>
* Serra comete ato falho ao afirmar sua posição em relação ao aborto
e-lula-na-campanha-e-diz-que-brasil-mudou-para-pior.html>
* Bispo de Guarulhos orienta padres a pregar nas missas voto contra
Dilma
hos-orienta-padres-pregar-nas-missas-voto-contra-dilma.html>
* Dilma e coligação pedem direito de resposta contra emissora católica
ao-pedem-direito-de-resposta-contra-emissora-catolica.html>
* Temer critica discussão sobre aborto e destaca que Estado é laico
iscussao-sobre-aborto-e-destaca-que-estado-e-laico.html>
* Presidente do PT anuncia manifesto contra 'guerra suja' nas eleições
t-anuncia-manifesto-contra-guerra-suja-nas-eleicoes.html>
Em 1989, ano da primeira eleição direta para presidente após o fim do regime
militar, o plano de governo do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) tinha uma postura favorável ao aborto e à ampliação dos direitos de
interrupção da gravidez.
Sobre métodos anticonceptivos, o programa defendia a "garantia [à mulher] do
direito de optar pela maternidade]". Também apoiava o "incentivo ao debate
sobre uma legislação que amplie o direito de interrupção de uma gravidez
indesejada".
Postura favorável ao aborto nesta campanha também tinha a campanha do PV,
que concorreu à Presidência naquele ano com Fernando Gabeira. O candidato
defendia a descriminalização da prática, proposta hoje descartada pela sigla
e pela senadora Marina Silva.
No documento que embasou a campanha à Presidência de Mario Covas, o então
recém-criado PSDB não fazia referência à questão do aborto.
Em 1998, PSDB defende ações de planejamento familiar
No plano de governo para o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, o
PSDB também não trata diretamente do aborto, mas defende ampliação do
planejamento familiar. O documento fala em "ampliar" ações nesse sentido,
para "reduzir o impacto de gravidez em adolescentes e garantindo o direito à
gravidez desejada".
O PV, que concorreu à Presidência naquele ano com Alfredo Sirkis, não
abordou o tema em suas diretrizes de governo. Os documentos da campanha de
Lula à Presidência em 1998 também não tratam do assunto.
Em 2002, PT apoia "autonomia da mulher sobre o corpo"
A questão da saúde reprodutiva da mulher voltou ao programa do PT em 2002,
ano da primeira eleição do presidente Lula
No documento "Compromisso com as Mulheres", a campanha petista reafirmava a
defesa do "direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões em
assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde". Centrando-se em princípios e
sem apontar propostas específicas, dizia que a interrupção da gravidez "em
condições inseguras" atingia mulheres sem acesso à informação e a métodos
anticonceptivos.
Sem também entrar em propostas específicas, o programa de José Serra em
2002, em capítulo dedicado às mulheres, diz que "ainda há barreiras à tomada
de decisões [pela mulher] sobre a
reprodução".
O PV não lançou candidato à Presidência em 2002.
Tema sai de cena nos programas de 2006
Na campanha presidencial de 2006, que opôs Geraldo Alckmin (PSDB) a Lula no
segundo turno, os programas petista e tucano passam ao largo da discussão
sobre o aborto.
Os textos programáticos das candidaturas se limitam a defender, de forma
genérica, "propostas de mudanças na legislação para fiscalizar o cumprimento
das leis que assegurem e ampliem os direitos da mulher", no caso de Lula, e
a "promoção da igualdade entre os gêneros", diretriz citada no plano de
governo de Alckmin.
a-serra-e-marina-ja-disseram-sobre-o-aborto.html
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Alguns assuntos a considerar .
Os Links Abaixo tratam da descontrução programática de valores morais com fins Políticos. O que parece nada sadio com vistas à Construção da Nossa Nação .
http://www.deuslovult.org/2010/10/05/boicote-a-cancao-nova-ja/#comments
http://www.deuslovult.org/2010/10/05/boicote-a-cancao-nova-ja/#comments
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Vamos ajudar ao TSE : Aliviar o ambiente para uma eleição consciente .
Perolas de Luz : use o link para acessar o video .
Vamos votar com sabedoria, com visão de futuro ! Voces ja conhecem cada qual ? como pensam em relação aos assuntos importantes como : política externa , política econômica (o mundo econômico é extremamente dinâmico ) , segurança social e nacional . Como tratar a divida externa ( negociar , não pagar , obter um congelamento provisório para permitir políticas de saneamento básico, saude transporte urbano e nacional etc) . Como cada candidato vae se compor com o congresso (alianças podem se fragmentar ... personalidades autoritárias dificultam composição, personalidades fracas facilitam a anarquia da qual a corrupção pode ser uma das faces mais cruel . Vejam , parece cedo para se decidir ! Discução cria compromissos que pelo menos com o público em geral não foi assumido ( os nossos partidos são fracos nisso e muito contaminados pelo fisiologismo sem exeção Sabedoria ... diz a popular : cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguem !
Da para entender que esse goveno tenha alcançado 80% de aprovação popular ...
brancos+nulos+ausentes = ~34milhões
jose serra = ~33
marina silva =~ 20
total =~ 87
total de eleitores =~135 então : 135/87 % = 55%
sábado, 2 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Video Espiritos e Pedaços de mim Evento 0004
Vamos cuidar do nosso espírito vendo essa poesia em forma de Mulher ...
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O Mar de Lama de Luis Inacio
Deu em O Globo
Peso da corrupção
Miriam Leitão
É evidente que houve um aumento da corrupção no governo. Houve um momento em que era comum dizer que o rigor da apuração dava a impressão de mais corrupção. Agora, é difícil esconder.
O caso Erenice traz sinais inquietantes. Um deles é a sem-cerimônia com que uma família no coração do governo se espalhou em lobbies, nepotismo, conflitos de interesse.
Cinco anos depois do mensalão, e já sabedores de que alguns dos suspeitos de 2005 hoje respondem a processo no Supremo Tribunal Federal, os integrantes do grupo em torno da ex-ministra-chefe da Casa Civil faziam seus negócios.
Mesmo que se desconsiderem todos os pontos ainda obscuros ou inconsistentes, ainda assim, o que resta é prova clara de que há uma sensação de impunidade no governo.
O ano de 2005 ficará como marco de uma fronteira, e ela não é boa.
Naquele ano, após as longas noites que os cidadãos ficaram de vigília acompanhando as estarrecedoras confissões e depoimentos dos responsáveis pelo caso do mensalão, o país tinha dois caminhos: encobrir ou enfrentar. Escolheu o pior.
O melhor seria ter debatido a construção dos mecanismos de proteção da sociedade brasileira contra a repetição dos mesmos eventos. O que acabou prevalecendo foi o caminho das versões mutantes do presidente da República, que saiu do "fui traído", para a versão mais conveniente que é a de dizer que é vítima da "elite".
O Brasil está num momento importante da sua história. Venceu vários obstáculos, fez reformas modernizantes, estabilizou a economia e começa a incluir os que estavam à margem do progresso. Isso foi feito por governos diferentes.
Somos considerados no mundo um caso de sucesso, temos algumas vantagens em relação aos concorrentes, podemos atrair capital que financie o nosso desenvolvimento.
A corrupção, no entanto, é um entrave político e econômico. Na política, por óbvio. A qualidade das instituições está se deteriorando.
Depois do deprimente espetáculo de políticos da base recebendo dinheiro distribuído por um fornecedor do governo, do escatológico dinheiro na cueca, o país não melhorou. Novos escândalos surgiram. No Executivo e no Congresso.
O caso do DEM de Brasília, por ter sido tão bem documentado, deixou nas retinas as imagens da corrupção em mãos, meias, paletós, sacolas e bolsas. O resto é um certo cansaço do cidadão, como se tudo isso fizesse parte da paisagem.
Outra forma de distorção é o uso abusivo da máquina pública para fins partidários. A saída do governo, para fugir da acusação de crime político de espionagem de adversários, foi a de rebaixar uma instituição como a Receita a uma recorrente praticante de crime comum.
A compra de dossiê forjado para combater adversários foi banalizada, depois que nada aconteceu com pessoas do comitê de campanha do presidente da República em 2006, que foram apanhadas com a extravagante quantia de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo.
O rebaixamento dos padrões morais e a repetição produzem descrença no cidadão. Parece um filme visto e revisto. As autoridades afirmam nada saber e invocam o princípio jurídico da dúvida em favor do réu. Que ninguém duvide que esse princípio é fundamental. Mas está na hora de alguém invocar um princípio que proteja a vítima da repetição incessante dos desvios do dinheiro coletivo.
Na economia, os reflexos não são menos corrosivos. Aumentam custos, induzem à ineficiência. Como o grande mercado de qualquer economia é o de compras governamentais de mercadorias e serviços, e como é o setor público que distribui licenças de operação de serviços, todas as empresas se organizam na lógica da corrupção.
Em vez de buscar a eficiência, se esforçar por uma tecnologia ou um processo de produção mais barato para ganhar a licitação, é muito mais lucrativo recrutar quem sabe entregar o envelope à pessoa certa.
Os funcionários das empresas que sabem aumentar a eficiência, reduzir o custo ou promover o salto tecnológico do produto a ser vendido ao Estado têm menos importância do que os que conhecem corredores, gavetas, bolsos ou contas bancárias das pessoas certas.
Dessa forma, cria-se um ambiente de contágio mútuo, um círculo vicioso.
Quanto mais a empresa corrompe, mais o Estado é corrompido. Quanto mais o Estado é corrompido, mais qualquer negócio com ele só pode ser feito mediante o pagamento por fora. Quanto mais se paga propina, mais o serviço encarece e perde qualidade. Quanto mais avança esse processo, mais se criam privilégios e cartórios.
Leia mais em O Globo
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Cortina de fumaça
Deu em o globo
Volta a manipulação do ‘golpismo’ (Editorial)
Assim como garante a liberdade de imprensa e expressão, a Constituição sustenta o direito à reunião — prerrogativas democráticas clássicas, restabelecidas pela Carta de 1988.
O PT, portanto, faz o que a lei permite ao convocar para amanhã, em São Paulo, um ato contra o “golpismo da mídia”, ao qual haviam aderido centrais sindicais, CUT à frente, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e os partidos aliados PCdoB, PSB e PDT.
Se não contraria qualquer dispositivo legal, a iniciativa do PT, de evidente intuito eleitoreiro, atropela os fatos, não passa de repeteco do truque manipulador usado desde o estouro do escândalo do mensalão, em 2005.
Ali começou, com tinturas acadêmicas, fermentada por intelectuais petistas, a tese do “golpismo” da imprensa independente, usada toda vez que, por dever profissional e ético, ela noticia fatos objetivos que porventura contrariem o projeto de poder lulopetista.
Foi assim também no caso dos aloprados; e agora o mesmo mecanismo volta a ser acionado na defenestração do braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, Erenice Guerra, sucessora da candidata no cargo de ministra.
É desconhecer a função do jornalismo profissional imaginar que o caso de Erenice e de sua grande família não deveria ter destaque no noticiário, em nome de um equivocado tratamento equânime dos candidatos.
Como cada notícia tem peso próprio, impossível não dar destaque às acusações, com provas documentais, da existência de um ninho de lobismo montado na Casa Civil pelo filho da ministra Erenice, Israel. Os desdobramentos do escândalo falam por si sobre a proporção da história: além da ministra, exonerações na Casa Civil e nos Correios.
Mais uma vez a militância desengaveta a ideia de “golpismo” como forma de jogar areia nos olhos da sociedade, para esconder evidências difíceis de disfarçar. Uma delas é que, se tudo não passa de maquinações da imprensa, por que exonerar a confiável, fiel Erenice e os demais funcionários?
Também é preciso muito contorcionismo para dissimular a condição de obedientes correias de transmissão governista das centrais sindicais e UNE, cuja adesão tem rendido nestes quase oito anos de lulismo generosos repasses de dinheiro do contribuinte.
As centrais, tornadas entes reconhecidos pelo Estado, dentro do velho modelo varguista que Lula e a CUT tanto criticaram em outros tempos, passaram a receber parte do imposto sindical. Já a UNE perdeu o poder de crítica e de mobilização, quando aprendeu o caminho mais curto de acesso a verbas oficiais.
A encenação de amanhã é apenas mais uma prova de como o governo Lula, com o manejo de recursos públicos — verbas e vagas — , cooptou o sindicalismo, partidos e organizações outrora aguerridas.
E com isso a vida política brasileira foi amesquinhada, passou a ser um jogo de cartas marcadas, onde proliferam o fisiologismo, clientelismo e o patrimonialismo — os três “ismos” que resumem um cenário desanimador, no qual o Brasil demonstra ter dificuldades de escapar da sina nacional-populista que voltou a rondar a América Latina.
O “golpismo” é mais um efeito especial, um adereço de mão neste enredo de fins autoritários, com slogans em prol da democracia, mas cujo objetivo, ao investir contra independência da imprensa, é o oposto.
Prenúncios de uma atmosfera política anarquista .
Prenúncios
Merval Pereira
O presidente Lula anda pelo Brasil a falar mal dos meios de comunicação que, segundo ele, inventam coisas contra o seu governo para impedir que ele tenha sucesso. E o que é o sucesso que Lula procura tão ansiosamente que não lhe bastam a popularidade recorde e o prestígio internacional (um pouco abalado, é verdade, mas ainda grande)? A vitória de Dilma no primeiro turno.
Não é apenas para compensar as duas derrotas que sofreu no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso que ele quer ganhar também no primeiro turno.
O que ele teme é mais um mês de confronto direto, com tempos iguais de televisão e debates cara a cara entre sua candidata inventada e o adversário (a).
No último sábado, o presidente Lula fizera fortes ataques à imprensa em comício em Campinas, afirmando que derrotaria os adversários e "alguns veículos de imprensa que se comportam como partidos políticos".
Ato contínuo, centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos anunciaram para amanhã uma manifestação contra a "baixaria nas eleições" e contra o "golpe midiático que têm como objetivo forçar a ida do candidato do PSDB [José Serra] ao segundo turno".
Seria risível se não fosse trágico. A eleição ter um segundo turno seria "um golpe" contra a vontade do povo, como se as urnas já estivessem fechadas.
Os lulistas querem parar o país do jeito que está e acordar no dia 3 de outubro à noite, quando o resultado oficial, com a vitória de Dilma Rousseff, será anunciado. Para eles, as pesquisas de opinião, especialmente quando realizadas pelo Vox Populi, substituem as urnas.
Qualquer coisa que aconteça até o dia da eleição que possa influir no seu resultado tem que ser congelado.
O próprio Lula diz para suas plateias para não acreditarem no que veem na televisão ou leem nos jornais, pois são invenções contra ele.
As demissões de ministros, de assessores diretos, as negociatas confirmadas, os subornos recebidos, tudo foi criação da imprensa.
Nesse caso até que o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, tinha razão ao tentar resistir à demissão da ministra Erenice Guerra.
Alegava que não deveriam dar munição à "grande imprensa", que denunciava as falcatruas que ocorriam no Gabinete Civil.
Se é para fingir que não aconteceu nada, então o melhor seria mesmo manter a farsa desde o começo.
Mas o grave não é esse ataque de desaforos aos meios de comunicação, comandado pelo próprio presidente da República. O grave é o que ele prenuncia.
Pacotes de dinheiro são o fetiche da política nacional, já fazem parte do imaginário nacional. O mais recente deles, com R$ 200 mil, apareceu na gaveta de um funcionário do Gabinete Civil sem que ele nem mesmo soubesse o que fizera para merecer semelhante prêmio.
Era uma propina generalizada, em troca de um contrato para a compra de Tamiflu, a vacina contra a gripe suína.
Pequenos ou grandes, enfiados em envelopes ou simplesmente amarrados por aquele elástico ou banda de papel usados nos bancos, há anos os brasileiros se acostumaram a ver pacotes de dinheiro passando de mão em mão, ou amontoados em mesas de delegacias policiais.
E são pacotes suprapartidários, políticos das mais variadas legendas foram apanhados com a mão na massa. E também não têm características regionais.
Já vimos pela televisão prefeitos de pequenas cidades recebendo propinas em dinheiro vivo, assim como na capital da República.
Leia a íntegra do artigo em Prenúncios
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domingo, 19 de setembro de 2010
Será que a anestesia de consciência do povo brasileiro é tanta que isso dará em nada!
Por LUCIANA LEAL, estadao.com.br, Atualizado: 18/9/2010 16:28
'Se Dilma sabia, é crime', diz Serra sobre denúncias
Ao comentar mais uma denúncia sobre um suposto esquema de corrupção e tráfico de influência na Casa Civil, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, fez uma referência ao período em que sua adversária Dilma Rousseff, do PT, foi titular da Pasta: 'Se (Dilma) sabia, é crime. Se não sabia, não é boa administradora, porque anos e anos com um esquema feito ao lado do gabinete, com distribuição de propinas até para a compra de remédios, o que é especialmente mórbido, não dá', afirmou.
Ele se referia à reportagem publicada hoje na revista Veja, que informa o recebimento de propina de R$ 200 mil por Vinícius de Oliveira Castro, ex-funcionário do ministério e um dos sócios de Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, que foi secretária-executiva de Dilma e depois a sucedeu na Casa Civil.
Serra destacou que o suposto esquema de pagamento de propina acontecia desde o período em que Dilma comandava a Casa Civil. 'Tudo o que eles querem é dizer que eleição é uma coisa e que governo é outra. A gente sabe que não é assim. Um esquema como este na Casa Civil não se criou a partir de abril (quando Dilma deixou o governo para iniciar campanha). É coisa que vem de muito tempo.'
Serra disse que 'é preciso dar um basta' à corrupção no governo federal. O candidato afirmou que a população está mais informada sobre as denúncias que envolvem a ex-ministra Erenice do que sobre a quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. 'Muita gente no Brasil não entendeu o que é quebra de sigilo, embora seja um crime grave. Mas, todo mundo sabe o que é corrupção, o que é mensalão, o que é propina', declarou.
O tucano não quis, no entanto, especular sobre o possível impacto das denúncias na campanha de Dilma. Serra procurou destacar a importância da Casa Civil, que classificou como 'o coração do governo', na administração federal. 'Já é o terceiro escândalo da Casa Civil deste governo', lembrou.
Ele declarou que, se eleito, sua gestão será diferente. 'No meu governo isso não vai acontecer. Tenho outra história, tenho caráter, como tem caráter também a população brasileira. Nesta eleição, temos de dar um basta nesses abusos.' O candidato do PSDB acabou de fazer caminhada em Icaraí, numa rua de lojas de grife da zona sul de Niterói, no Grande Rio, e segue agora para participar de encontro na Barra com deficientes físicos.
Ele se referia à reportagem publicada hoje na revista Veja, que informa o recebimento de propina de R$ 200 mil por Vinícius de Oliveira Castro, ex-funcionário do ministério e um dos sócios de Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, que foi secretária-executiva de Dilma e depois a sucedeu na Casa Civil.
Serra destacou que o suposto esquema de pagamento de propina acontecia desde o período em que Dilma comandava a Casa Civil. 'Tudo o que eles querem é dizer que eleição é uma coisa e que governo é outra. A gente sabe que não é assim. Um esquema como este na Casa Civil não se criou a partir de abril (quando Dilma deixou o governo para iniciar campanha). É coisa que vem de muito tempo.'
Serra disse que 'é preciso dar um basta' à corrupção no governo federal. O candidato afirmou que a população está mais informada sobre as denúncias que envolvem a ex-ministra Erenice do que sobre a quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas a ele. 'Muita gente no Brasil não entendeu o que é quebra de sigilo, embora seja um crime grave. Mas, todo mundo sabe o que é corrupção, o que é mensalão, o que é propina', declarou.
O tucano não quis, no entanto, especular sobre o possível impacto das denúncias na campanha de Dilma. Serra procurou destacar a importância da Casa Civil, que classificou como 'o coração do governo', na administração federal. 'Já é o terceiro escândalo da Casa Civil deste governo', lembrou.
Ele declarou que, se eleito, sua gestão será diferente. 'No meu governo isso não vai acontecer. Tenho outra história, tenho caráter, como tem caráter também a população brasileira. Nesta eleição, temos de dar um basta nesses abusos.' O candidato do PSDB acabou de fazer caminhada em Icaraí, numa rua de lojas de grife da zona sul de Niterói, no Grande Rio, e segue agora para participar de encontro na Barra com deficientes físicos.
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